Mocinhos ou vilões?

10 junho, 2008 at 9:53 pm 2 comentários

Diversas atividades movimentaram a Semana da Comunicação, realizada na Unisinos, em homenagem aos 35 anos dos cursos de Comunicação da Universidade. Entre palestras e oficinas oferecidas, destacou-se a presença de representantes do Movimento dos Sem Terra, que compareceram ao Auditório Central do centro 4, terça-feira, dia 3 de junho, para exaltarem suas ações comunicacionais.

A palestra firmou polêmicas desde sua divulgação. O jornalista Políbio Braga chegou a travar uma batalha verbal com a Assessoria de Imprensa da Unisinos em seu site na web. Enquanto Políbio contestava a entrada de movimentos sociais de esquerda em uma universidade particular, a Assessoria da instituição contra-atacava argumentando que “a Unisinos orgulha-se de ser um ambiente de discussão e pluralidade, onde não há espaço para preconceitos”. Seja pela polêmica estabelecida, afinidades ou curiosidade, nenhuma cadeira ficou vazia durante a apresentação do MST. No palco, mediados pelos professores Pedro Osório e Thais Furtado, estavam a assessora de imprensa do movimento Raquel Caziragui e o integrante Vicente Willes.

Foto: Gabriel Gabardo

O movimento que luta por reforma agrária há 26 anos, procura passar uma imagem íntegra que apenas defende direitos estabelecidos por lei. Mostra-se organizado, possuidor de sistemas alternativos de comunicação como: o Jornal e a Revista Sem Terra de veiculação interna, o Jornal Brasil de Fato que divulga o trabalho do MST, rádios comunitárias, assessoria de imprensa e o site www.mst.org.br. Aliás, a assessora do movimento ressalta que a comunicação sempre existiu dentro do MST como um instrumento de divulgação e luta pelos seus objetivos. Raquel Caziragui ainda destaca que as mídias tradicionais não mostram nenhum interesse para divulgar abertamente o trabalho social do movimento.

Por outro lado, a imagem veiculada pela grande mídia é de um MST baderneiro que invade propriedades privadas, bloqueia estradas, provoca caos e desordem por onde passa. Movimento que dissemina violência e até prejudica anos de pesquisas como o ocorrido de 2006, em que 1,5 mil mulheres da Vila Campesina depredaram mudas de um viveiro da Aracruz Celulose.

Em geral, a esquerda os defende e a direita os condena. Outros nem têm uma opinião formada. A impressão que fica é de um movimento por um lado mocinho, por outro vilão. Mocinho que luta pelo direito de moradia, de sobrevivência. Vilão que perde a razão ao tentar buscar justiça através de atos violentos e criminosos. Ao leitor fica a opção de escolher o perfil que mais lhe parece convincente.

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Entry filed under: Jornalismo Online.

MST não convence Jeito Dunga de Ser

2 Comentários Add your own

  • 1. Prefeituras discutem Comunicação « Daniela Machado  |  10 junho, 2008 às 9:56 pm

    […] 10, 2008 A Semana da Comunicação da Unisinos movimentou os corredores, as salas de aulas, as tendas e os estúdios de TV e rádio do Centro 3, […]

    Responder
  • 2. MST não convence « Neverland  |  4 dezembro, 2008 às 7:10 pm

    […] Junho, 2008 Representantes do Movimento dos Sem Terra estiveram presentes na Semana da Comunicação, realizada …Mediados pelos professores Thaís Furtado e Pedro Osório, a assessora de imprensa do movimento […]

    Responder

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