Preferências…

7 abril, 2008 at 1:08 pm Deixe um comentário

A informação está espalhada por diversos tipos de mídia. Há aqueles que não dispensam tomar café lendo o tradicional jornal de papel. Não se importam nem um pouco em ficar com os dedos pretos de tinta. Para eles a informação precisa ser consumida dessa maneira.

Outros preferem a televisão, ali fica mais fácil encontrar os fatos do dia. De manhã, na hora do almoço, depois do trabalho ou de madrugada, estão em frente à telinha recebendo notícias. Também existem os fascinados pelas revistas, sejam elas semanais, quinzenais ou mensais.

Além disso, um mundo ilimitado de informação está a todo alcance através da internet. Os adeptos a tecnologia não dispensam viagens constantes pela rede. Sem falar nos novos meios digitais que estão invadindo o mercado. Enfim, com o mínimo de condições financeiras, qualquer um pode ter acesso a informação, da maneira que preferir.

Contudo, para McLuhan meio, conteúdo e mensagens vão além de simples preferências. O autor de Undersatanding Media, coloca que diferentes meios revelam diferentes formas de mensagem. Entender esses processos midiáticos, faz com que as especificidades existentes nas mensagens produzidas pela tecnologia digital possam ser melhor compreendidas.

O meio

Os significados de meio podem variar ou mesmo somar sentidos. Veículo, mídia, extensão tecnológica, ambiente e público são sinônimos atribuídos a meio por McLuhan e que podem ser explorados em diversos casos. Porém, a perspectiva mais marcante vista pelo autor refere-se ao meio como sinônimo de extensões. Uma “aproximação com a idéia de gramática, de um texto”.

De acordo com essa perspectiva, a extensão tecnológica cria um meio ambiente que seria a gramática do texto. Essa gramática própria de um meio, logo é uma linguagem. Por sua vez a linguagem caracteriza a forma do texto. Então, “o ponto aqui está na articulação entre as idéias de forma e de processos de produção de significados, ou, nos termos que tal articulação foi refletida por McLuhan entre meio, mensagem e conteúdo”.

Meio X Conteúdo

Para estudar o conteúdo, McLuhan adotou como forma de orientação o meio como um todo, “entendendo-o como uma nova linguagem que re-forma toda a cultura”. Ou seja, fazendo referência aos estudos de Havelock, McLuhan aponta que os efeitos de uma mensagem não estão apenas no que foi escrito. Os efeitos da mensagem também estão articulados com a forma e a linguagem que foram utilizadas.

Outras duas possibilidades também são colocadas em questão. A primeira propõe que o conteúdo de um meio é um outro meio. A outra alega que o conteúdo é o próprio usuário do meio.

Conteúdo, significado e mensagem

Conteúdo agrega uma mensagem e significado. Porém, “a recepção de uma mensagem por diferentes sistemas, não é garantia de mesmos significados”. Pois cada receptor possui um nível de conhecimento diferente e isso interfere na produção do significado. Além disso, o meio em que a mensagem é veiculada também interfere nessa produção. Por exemplo, o público de uma seção de cinema não terá a mesma percepção de determinado filme que outras pessoas assistiram na televisão. A forma do conteúdo não é a mesma e isso gera distorções quanto a produção de significado.

“A mensagem para McLuhan, por fim, serão as metamorfoses que um sistema apresenta ao longo de todo o processo de transformações contínuas. Ou seja, McLuhan irá considerar a mensagem o conjunto de características cognitivas e subjetivas que surgem no indivíduo, após a interação com o novo meio”. (PEREIRA, Vinicius Andrade, p.11).

Uma questão de preferência

Levando em consideração as teoria de McLuhan, pode-se dizer que flips e impressos reúnem formas de mensagens diferentes. Por mais que os flips tentem reproduzir as páginas do impresso, possuem características próprias que acabam modificando a interação do receptor com o meio. O flips podem pecar em alguns detalhes, mas também agregam novas caracteristicas positivas.

Com os flips o leitor da Zero Hora ou do Jornal do Brasil não suja os dedos de tinta. Porém, a cada clic precisa aplicar um zoom para poder enxergar o que está escrito. A revista Pix possibilita buscar mais informações sobre determinados assuntos através de hiperlinks. Contudo, demora alguns minutos para carregar cada página. Entre outras peculiaridades, optar pelo impresso ou pelo flip, agora vai além de McLuhan, é uma questão de preferência.

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