Um espetáculo de cidadania

Milhares de crianças e jovens brasileiros desassitidos pelas famílias e pela sociedade acabam marginalizados. Mas para alguns essa ameaça tem sido afastada graças a programas sociais. Em um país onde cerca de 13% das crianças entre dez e doze anos já utilizaram algum tipo de drogas, iniciativas de cunho social são fundamentais.

Não é de hoje que o esporte é visto como um meio de integração social. Diversos projetos espalhados por todo Brasil e mundo geram oportunidades a muitos que são considerados excluídos dentro da sociedade. Uma grande preocupação de inclusão está voltada a crianças e jovens sem muitas oportunidades. Como se o esporte fosse uma maneira de resgatá-los das ruas e da criminalidade e colocá-los diante de um mundo menos sofrido. A arte também é responsável por auxiliar na construção dos seres humanos. E também faz parte de muitos projetos culturais que buscam levar a meninas e meninos desassistidos uma vida com mais alegria.

Um exemplo de união entre arte e esporte pode ser encontrado no Programa Escolhinhas Integradas, realizado na Unisinos. O Baturidança – Dança de rua e percussão é um grupo de representação artística que une os movimentos da dança ao som da percussão.E assim, possibilita que crianças carentes desenvolvam a prática da arte e do esporte como instrumento e estratégia de resgate da auto-estima e da cidadania, oportunizando espaços de conhecimento e novas perspectivas de vida.

Ao longo de sua trajetória, o Baturidança tem conquistado o público e a mídia que o assiste. Freqüentemente participa, como convidado especial, de eventos locais e regionais, destacando-se sempre nessas ocasiões. Sua apresentação é marcante, sendo identificado como um grupo de grande qualidade e impacto artístico e social.

Estimasse que por semana 400 alunos participam da aulas. O grupo tem como coreógrafa a professora Margit Kolling e como professor de percussão o maestro Fernando do Ó. O maestro explica que as crianças e jovens do Baturidança apreendem a ter disciplina e responsabilidade, e que as apresentações em público fazem com que os jovens artistas se sintam reconhecidos dentro da sociedade.

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11 dezembro, 2008 at 6:07 pm 1 comentário

Em busca de uma justificativa

Durante os dias 10, 11 e 12 de junho, os estudantes de Comunicação da Unisinos puderam eleger novos representantes para o Diretório Acadêmico Tupac Amaru. Entre os concorrentes estavam as chapas Esfera Pública que se tornou vitoriosa com 161 votos e os concorrentes desbancados Quem vem com Tudo Não Cansa com apenas 28 votos. Números nada expressivos diante de um Centro de Comunicação.

A aluna Greyce Vargas tenta explicar porque a movimentação dos alunos durante as eleições do D.A é tão insignificante. Durante o ano passado, Greyce formou uma chapa para concorrer à Tupac Amaru. Porém com o andar da carruagem, percebeu que as eleições acadêmicas não correspondiam a seus ideais. Ela contou que desistiu no último dia de participar das eleições, pois descobriu que uma das chapas era financiada por um partido político. ” Era uma competição injusta e não queríamos nos envolver numa campanha como essa”.

Além disso, a aluna tomou conhecimento e avisou colegas de que, na época em que pensava em assumir Tupac Amaru, os candidatos ao Diretório Central dos Estudantes, eram os atuais representantes do D.A da Comunicação. Visto que os próprios envolvidos com o Diretório Acadêmico tinham lançado um documento dizendo que representantes de D.As não poderiam concorrer ao DCE. Greyce Vargas é da opinião de que os estudantes de Comunicação não participam das eleições pois, “esse tipo de maracutaia faz com que os alunos desistam do movimento estudantil”. Quanto aos movimentos estudantis em geral, que atualmente não possuem a força do passado, Greyce procura justificar dizendo que “o movimento estudantil deixou que os partidos políticos se inserissem em seu meio, se tornando então, apenas um palanque para jovens que almejam carreira política. Perdeu a credibilidade”.

Para completar a aluna indignada com a politicagem dentro de Tupac Amaru e do Diretório Central procura exemplificar o que falta para que realmente existam representantes efetivos. “Falta o D.A falar com os estudantes, promover eventos que atuem na formação profissional e pessoal dos alunos. Falta uma representação verdadeira frente a coordenação e a universidade”.

O espaço acadêmico está a disposição. A Esfera Pública parece interessada em fazer um bom trabalho. Em reerguer a moral do Diretório Tupac Amaru. E assim poder transformar justificativas em atitudes louváveis.

24 junho, 2008 at 10:03 pm 4 comentários

Eleições Incoerentes

Durante os dias 10, 11 e 12 de junho, os estudantes de Comunicação da Unisinos puderam escolher os candidatos para conduzir o Diretório Acadêmico Tupac Amaru. Entre os concorrentes estavam as chapas Quem vem Contudo Não Cansa e Esfera Pública.

Os movimentos estudantis existem desde o século XV e têm o objetivo de lutar pela educação e demais causas sociais. Propondo desde melhorias associadas ao aprendizado até mobilizações que vão além dos portões das instituições de ensino. No Brasil, os movimentos estudantis começaram a ganhar força a partir do ano de 1937, com a criação da União Nacional dos Estudantes. Aliás, a UNE foi responsável por manifestações importantíssimas como: Petróleo é Nosso, durante a década de 1950, as Diretas Já pelo fim da ditadura e o Impeachment do Presidente Collor, no ano de 1991.

Atualmente, os movimentos não possuem tanta força como no passado. Hoje dentro das universidades, conhecidos como Diretórios Estudantis ou Acadêmicos, movimentos que exercem manifestações mais centradas aos interesses internos. Mesmo assim, é difícil encontrar notícias que exaltem lutas estudantis. Inclusive, algumas vezes batemos de frente com informações que até assustam. Por exemplo, a consciência política dos estudantes de Comunicação da Unisinos quase levou a extinção do Diretório Acadêmico Tupac Amaro. Foram apenas três, os votos que possibilitaram que as eleições atingissem o quórum necessário para salvar o D.A. A chapa eleita, Esfera Pública, conquistou 161, dos 198 votos registrados.

Ficam as interrogações, porque estudantes de Comunicação Social permaneceram tão acomodados diante as eleições? Como justificar essa inércia? Alunos que deveriam ser articulados, curiosos, preocupados, ativos em suas opiniões e ações simplesmente negligenciaram seus próprios direitos. Sem contar que muitos, mesmo sendo estudantes de Comunicação, nem sabem o que é um diretório acadêmico. E ainda, aqueles que sabem julgam o Tupac Amaro como um espaço mal representado.

Incoerência. Talvez seja essa a palavra que fica. Diante de estudantes de Comunicação Social, o mínimo esperado é de que entre eles exista uma comunicação efetiva. Esse universo desencontrado formado por futuros comunicadores mal informados, alunos omissos e estudantes eleitos por uma minoria e que não conseguem enjambrar um projeto que atinja os colegas, não faz o menor sentido.

23 junho, 2008 at 5:45 pm 2 comentários

Jeito Dunga de Ser

DiegoDecepção. Essa é a palavra que ronda a Seleção Brasileira de Futebol. Depois de uma derrota contra a Venezuela em um amistoso nos Estados Unidos, os canarinhos também perderam para a Seleção do Paraguai, em Assunção, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Com o resultado, os paraguaios continuam na liderança das eliminatórias, com 13 pontos. Já o Brasil, caiu para a quarta colocação e manteve 8 pontos. Apesar de tudo, o técnico Dunga continua apostando na vontade dos jogadores para vencer a Argentina, na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte.

Conversando com os amantes do futebol, que gritam como técnicos em meio a torcida e até do outro lado do rádio e da televisão, percebe-se uma manifestação geral de que o problema da seleção brasileira é o meio de campo. Falta um articulador. Melhor ainda, falta uma atitude do professor Dunga quanto ao posicionamento correto dos volantes Josué e Mineiro e dos meio campo Anderson e Diego.

A pergunta que fica no ar é: será que Dunga percebeu o problema e vai arrumar a casa para enfrentar os argentinos? Ou o técnico brasileiro está a frente a Seleção apenas para passar uma imagem Dunga de ser? A torcida espera que não. Mas, por enquanto, o técnico do Brasil apresenta-se exclusivamente imitando o anão mudo do conto Branca de Neve. Sem palavras e com atitudes atrapalhadas. É Dunga, se continuar desse jeito, os brasileiros vão ter mesmo que apostar somente na vontade dos jogadores.

18 junho, 2008 at 12:10 am Deixe um comentário

Mocinhos ou vilões?

Diversas atividades movimentaram a Semana da Comunicação, realizada na Unisinos, em homenagem aos 35 anos dos cursos de Comunicação da Universidade. Entre palestras e oficinas oferecidas, destacou-se a presença de representantes do Movimento dos Sem Terra, que compareceram ao Auditório Central do centro 4, terça-feira, dia 3 de junho, para exaltarem suas ações comunicacionais.

A palestra firmou polêmicas desde sua divulgação. O jornalista Políbio Braga chegou a travar uma batalha verbal com a Assessoria de Imprensa da Unisinos em seu site na web. Enquanto Políbio contestava a entrada de movimentos sociais de esquerda em uma universidade particular, a Assessoria da instituição contra-atacava argumentando que “a Unisinos orgulha-se de ser um ambiente de discussão e pluralidade, onde não há espaço para preconceitos”. Seja pela polêmica estabelecida, afinidades ou curiosidade, nenhuma cadeira ficou vazia durante a apresentação do MST. No palco, mediados pelos professores Pedro Osório e Thais Furtado, estavam a assessora de imprensa do movimento Raquel Caziragui e o integrante Vicente Willes.

Foto: Gabriel Gabardo

O movimento que luta por reforma agrária há 26 anos, procura passar uma imagem íntegra que apenas defende direitos estabelecidos por lei. Mostra-se organizado, possuidor de sistemas alternativos de comunicação como: o Jornal e a Revista Sem Terra de veiculação interna, o Jornal Brasil de Fato que divulga o trabalho do MST, rádios comunitárias, assessoria de imprensa e o site www.mst.org.br. Aliás, a assessora do movimento ressalta que a comunicação sempre existiu dentro do MST como um instrumento de divulgação e luta pelos seus objetivos. Raquel Caziragui ainda destaca que as mídias tradicionais não mostram nenhum interesse para divulgar abertamente o trabalho social do movimento.

Por outro lado, a imagem veiculada pela grande mídia é de um MST baderneiro que invade propriedades privadas, bloqueia estradas, provoca caos e desordem por onde passa. Movimento que dissemina violência e até prejudica anos de pesquisas como o ocorrido de 2006, em que 1,5 mil mulheres da Vila Campesina depredaram mudas de um viveiro da Aracruz Celulose.

Em geral, a esquerda os defende e a direita os condena. Outros nem têm uma opinião formada. A impressão que fica é de um movimento por um lado mocinho, por outro vilão. Mocinho que luta pelo direito de moradia, de sobrevivência. Vilão que perde a razão ao tentar buscar justiça através de atos violentos e criminosos. Ao leitor fica a opção de escolher o perfil que mais lhe parece convincente.

10 junho, 2008 at 9:53 pm 2 comentários

MST não convence

Representantes do Movimento dos Sem Terra estiveram presentes na Semana da Comunicação, realizada na Unisinos. Mediados pelos professores Thaís Furtado e Pedro Osório, a assessora de imprensa do movimento Raquel Casiraghi e o integrante Vicente Willes, contextualizaram o MST e suas estratégias comunicacionais.

Foto: Gabriel Gabardo

Tanto a jornalista responsável por assessorar as ações sociais do movimento, quanto o integrante mostraram-se conforatáveis diante do público massivo que se encontrava no Auditório Central do Direito. O ambiente de uma universidade particular não parecia intimidá-los. Porém, o perfil dos palestrantes não fez juz as imagens constatadas a princípio. As falas iniciais deixaram a desejar, assim como as respostas atribuidas as perguntas da platéia.

Parece que faltou entusiasmo, vontade de apresentar o MST a um universo tão diferente dos acampamentos sem terra.  Raquel Casiraghi apenas contou que existem veículos alternativos que divulgam o movimento, mas não convenceu de que essas mídias funcionam como divulgação da causa. Ironizou com pequenos discursos como: “não é distribuindo panfletos na Esquina Democrática que mudaremos alguma coisa”, mas não apontou estratégias comunicacionais e até mesmo práticas para que mudanças aconteçam.

A assessora do movimento e Vicente Willes, ressaltaram que “a comunicação é vista pelo MST como instrumento da luta pela terra. Não só da posse, mas da nova concepção a ser construída sobre reforma agrária”. Entretanto, apenas atiraram esse fato àqueles que os assistiam. Aliás, o público massivo do início da palestra, foi reduzido durante toda a apresentação, poucos alunos ficaram até o final. Uma manifestação que aponta insatisfação e propõe que o perfil dos palestrantes está longe de ser comunicativo, e tão pouco convincente.

10 junho, 2008 at 9:48 pm 2 comentários

Mapa Experience

Durante os dias 4, 5 e 6 de junho ocorre a quinta edição do Unisinos Experience no câmpus da universidade. Além das oficinas, os estudantes também poderão participar de palestras relacionadas as Ciências Jurídicas, da Comunicação, Econômicas e Administrativas, da Saúde, Humanas e Exatas e Tecnológicas. Os interessados devem se inscrever no programa até o dia 28 de maio.

27 maio, 2008 at 8:12 pm 1 comentário

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